Pensar a Psicologia é coloca-la em constante confronto com os aspectos sociais vigentes. Numa sociedade excludente, de uma cultura em grande parte das vezes irracional, espetacular - vale a pena questionar psicologicamente o que está acontecendo.A resposta nem sempre pode ser dada somente pela Psicologia, mas, por vezes a contribuição da Psicologia (em sua dimensão geral, sem levar em conta aqui suas divergências teóricas) pode ser fundamental. E eis as possíveis respostas ou alguns mapeamentos da sociedade atual:Vivemos num mundo em que cada vez mais o sujeito, as pessoas, vêm perdendo seu contato com o outro. A relação entre as pessoas seja relação amorosa, sexual, religiosa vem sendo suprimida em prol de uma constante relação narcísica. O mundo do narcisismo, a cultura do narcisismo é uma fotografia do que temos nos dias de hoje. Uma sociedade extremamente individualista, onde "é cada um por si, e Deus também por mim". Temos visto uma exacerbação de relações cada vez mais pobres do ponto de vista existencial. Refletir sobre essa configuração social é ter a possibilidade de questioná-la, mudá-la.Na sociedade que está em voga é muito comum um desprezo excessivo pelos estudos psicológicos. Cada vez mais a religião, a fé, as profecias tomam conta da "mente" humana. É cada vez maior o número de profetas psicológicos, de religiões que estabeleçam uma conexão "correta" com o espírito humano, com a vida do indivíduo ao ponto dele esquecer as reflexões pessoais, psicológicas de seus próprios sentimentos diante do mundo. Num mundo como esse, em que a Psicologia precisa concorrer com charlatões, profetas, discípulos, cartomantes, numerólogos o trabalho do Psicólogo fica mais complicado.
Fonte: Alex Barra - UCG
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
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