Estudo realizado em Londres identificou angústia significativa e persistente entre pais e mães com filhos em uma unidade de tratamento intensivo (UTIs), que deveriam receber apoio em curto e longo prazos para lidar com a situação.
Pais e mães de crianças internadas em unidades de tratamento intensivo (UTIs) apresentam angústia significativa e persistente, concluiu estudo inglês realizado por pesquisadores do St George's Hospital, em Londres. Os resultados identificaram também que havia uma diferença de gênero: os pais entrevistados, quando comparados às mães, relataram diferentes estratégias de coping (maneira de lidar com os problemas), passaram menos tempo na unidade hospitalar e apresentaram probabilidade menor de relatar medo de que seus filhos morressem.
Segundo artigo sobre o estudo, publicado em abril na revista científica Intensive and Critical Care Nursing, participaram do estudo 32 mães e 18 pais de crianças admitidas, oito meses antes, em uma unidade de tratamento intensivo pediátrico. Todos os participantes foram submetidos a uma entrevista semi-estruturada, que teve o áudio gravado e transcrito.
A análise do conteúdo, realizada posteriormente, mostrou que as questões mais significativas relacionadas à internação citadas pelos pais e mães incluíram a força da lembrança do momento da admissão na UTI, a intensidade da aflição associada aos períodos de mudança e o impacto duradouro da situação (ter o filho na UTI), relacionado à necessidade presente de proteger seus filhos e às demais prioridades de suas vidas.
“Pais e mães relatam angústia significativa e persistente. É necessária uma pesquisa adicional sobre qual seria a melhor maneira de apoiá-los em curto e longo prazos”, concluem Colville G e colegas do serviço de psicologia pediátrica do St George's Hospital, responsáveis pela pesqusa.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)
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