Texto Próprio. Publicado no Espaço Entre Amigos.
Três Desejos, Três Escravos, Três Senhores.
Faz muito tempo que temos sido ensinados que os seres humanos são seres incompletos. Uma incompletude que deve ser sublimada agora ou em um tempo futuro. Não importa. O que importa para os intermediários dos desejos é que essa idéia de incompletude seja assimilada pacificamente; sem resistência física ou intelectual. Para os intermediários é inadmissível que o ser humano seja concebido como um ser completo em si mesmo; que seja um templo completo.
Por que estamos a falar sobre isso?
Vamos tomar os acontecimentos atuais e dissecá-los à luz desse entedimento..
Uma grande empresa de televisão, há vários anos, tem se apresentado como aquela que pode ser a ponte entre o sujeito comum e o mundo da fama, do sucesso rápido e da “loucura” desenfreada. Essa grande empresa sempre esteve nos bastidores de todos os acontecimentos políticos da história brasileira e foi a grande beneficiada pela ditadura militar. Esta gangue busca dirigir suas ações sabendo que milhões de pessoas sentem o desejo de serem admiradas e aclamadas como atores de um mundo fantástico e globalizante. O desejo de ser o centro das atenções e de estar à parte do mundo dos mortais. O desejo de ser o globo ao invés de ser apenas um ponto no mapa. Existe esse desejo e existe quem venda a realização dele.
Por outro lado percebe-se latente nos sujeitos o desejo de conseguir elevação financeira de maneira instantânea. Inteligentemente, o dono de um outro sistema de televisão descobriu que oferecendo essa oportunidade de maneira muito barata, tirando apenas um real do bolso de cada brasileiro, ele poderia ficar milionário. E assim o fez, vendendo ilusões para sonhos de grandeza.
Como terceira situação, mais recentemente, uma quadrilha se apresentou como a ponte entre o desejo de salvação e o próprio Salvador. E para esta terceira empresa não importa o que você fez ou o que você faz. Importa quanto você pode pagar para ser salvo, visto que você é um ser incompleto. Visto que você precisa ser salvo para ser completo. Então é importante que você seja um pecador, porque só assim eles podem coexistir com a sua incompletude.
O que se observa no cenário midiático atual é um embate entre duas grandes empresas perniciosas para a visão integral do homem. Tanto a primeira quanto a terceira buscam legitimar a posição de intermediária entre o eu e aquilo que eu deveria ser, segundo a suposição dessas empresas. Entretanto essa lacuna que eles alegam existir é um discurso elaborado para um aprisionamento. É um discurso ocidental aprisionante.
Aquilo que o sujeito precisa está dentro dele mesmo: suas potencialidades e energias já foram dadas por Deus, sem intermediários. Sob este ponto de vista, então, só há um pecado: estar desatento para aquilo que somos e fazemos; estar afastado da consciência. Assim, os pecados anteriormente descritos não seriam pecados e sim alienação.
Três Desejos, Três Escravos, Três Senhores.
Faz muito tempo que temos sido ensinados que os seres humanos são seres incompletos. Uma incompletude que deve ser sublimada agora ou em um tempo futuro. Não importa. O que importa para os intermediários dos desejos é que essa idéia de incompletude seja assimilada pacificamente; sem resistência física ou intelectual. Para os intermediários é inadmissível que o ser humano seja concebido como um ser completo em si mesmo; que seja um templo completo.
Por que estamos a falar sobre isso?
Vamos tomar os acontecimentos atuais e dissecá-los à luz desse entedimento..
Uma grande empresa de televisão, há vários anos, tem se apresentado como aquela que pode ser a ponte entre o sujeito comum e o mundo da fama, do sucesso rápido e da “loucura” desenfreada. Essa grande empresa sempre esteve nos bastidores de todos os acontecimentos políticos da história brasileira e foi a grande beneficiada pela ditadura militar. Esta gangue busca dirigir suas ações sabendo que milhões de pessoas sentem o desejo de serem admiradas e aclamadas como atores de um mundo fantástico e globalizante. O desejo de ser o centro das atenções e de estar à parte do mundo dos mortais. O desejo de ser o globo ao invés de ser apenas um ponto no mapa. Existe esse desejo e existe quem venda a realização dele.
Por outro lado percebe-se latente nos sujeitos o desejo de conseguir elevação financeira de maneira instantânea. Inteligentemente, o dono de um outro sistema de televisão descobriu que oferecendo essa oportunidade de maneira muito barata, tirando apenas um real do bolso de cada brasileiro, ele poderia ficar milionário. E assim o fez, vendendo ilusões para sonhos de grandeza.
Como terceira situação, mais recentemente, uma quadrilha se apresentou como a ponte entre o desejo de salvação e o próprio Salvador. E para esta terceira empresa não importa o que você fez ou o que você faz. Importa quanto você pode pagar para ser salvo, visto que você é um ser incompleto. Visto que você precisa ser salvo para ser completo. Então é importante que você seja um pecador, porque só assim eles podem coexistir com a sua incompletude.
O que se observa no cenário midiático atual é um embate entre duas grandes empresas perniciosas para a visão integral do homem. Tanto a primeira quanto a terceira buscam legitimar a posição de intermediária entre o eu e aquilo que eu deveria ser, segundo a suposição dessas empresas. Entretanto essa lacuna que eles alegam existir é um discurso elaborado para um aprisionamento. É um discurso ocidental aprisionante.
Aquilo que o sujeito precisa está dentro dele mesmo: suas potencialidades e energias já foram dadas por Deus, sem intermediários. Sob este ponto de vista, então, só há um pecado: estar desatento para aquilo que somos e fazemos; estar afastado da consciência. Assim, os pecados anteriormente descritos não seriam pecados e sim alienação.